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Irã desafia Trump e mantém bloqueio no Estreito de Ormuz

  • 4 de abr.
  • 2 min de leitura

Atualizado: 6 de abr.

O Irã recusou as ameaças do presidente americano Donald Trump, que deu um ultimato de 48 horas para reabertura do Estreito de Ormuz. A resposta iraniana veio neste sábado (4/4) por meio do general Ali Abdullahí, chefe do Quartel-General Central de Khatam al-Anbiya das Forças Armadas do país. O militar classificou o tom de Trump como "desesperado, nervoso, desequilibrado e tolo", especialmente após o que chamou de "derrotas consecutivas" norte-americanas no conflito.

Irã pronto para responder ataques americanos

Em comunicado oficial, o general iraniano alertou que qualquer agressão dos EUA ou de Israel resultará em ataques destrutivos e contínuos contra as infraestruturas utilizadas pelas forças norte-americanas e israelenses na região. O militar ressaltou que as forças do Irã estão completamente preparadas para retaliar, e que as ameaças de Trump não intimidam o governo iraniano.


Estreito de Ormuz: ponto estratégico do petróleo mundial

O Estreito de Ormuz é um canal marítimo de importância geopolítica fundamental: por ele passa aproximadamente 20% de todo o petróleo consumido no mundo. Desde o início das tensões no Oriente Médio, o Irã impôs restrições severas à navegação no local. Atualmente, apenas embarcações sem vínculos com os EUA e Israel podem transitar pelo estreito, mediante pagamento de pedágio. Navios com carga de ajuda humanitária também estão autorizados a passar.


Ultimato de Trump e prazo de 10 dias

O ultimato mais recente de Trump é um reforço da ameaça feita em 27 de março, quando o presidente norte-americano concedeu ao Irã um prazo de 10 dias para suspender as restrições ao Estreito de Ormuz, prometendo pausar ataques a usinas de energia iranianas durante esse período. O prazo se encerra na próxima segunda-feira (6/4). Trump voltou a ameaçar pontes e usinas hidrelétricas iranianas caso o bloqueio persista. A crise evidencia a fragilidade das negociações entre Washington e Teerã e o risco crescente de uma escalada militar no Golfo Pérsico.

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